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Política · Explicador

Como funciona a eleição americana — e por que ela é tão diferente da nossa

Colégio eleitoral, primárias, voto em dia útil: um guia sem mistério para entender o sistema que decide quem governa a maior economia do mundo.

Por Redação A4 1 de novembro de 2026 · 2 min de leitura
O Capitólio, em Washington, sede do Congresso americano, que certifica o resultado do colégio eleitoral
O Capitólio, em Washington, sede do Congresso americano, que certifica o resultado do colégio eleitoral · Foto: Noclip / Wikimedia Commons (domínio público)

Em 30 segundos

  • O presidente americano não é eleito pelo voto direto nacional, mas por um colégio eleitoral de 538 delegados.
  • Vence quem soma 270 votos no colégio — por isso é possível ganhar a Presidência com menos votos populares.
  • Cada partido escolhe seu candidato em primárias e caucuses, estado por estado.
  • A eleição é numa terça-feira, dia útil, e o voto não é obrigatório.

Quando os americanos vão às urnas para escolher o presidente, eles não estão, tecnicamente, votando no presidente. Estão escolhendo delegados que, semanas depois, formalizam o resultado. Esse arranjo, criado no século 18, explica boa parte das surpresas que a eleição americana costuma produzir.

O colégio eleitoral

Cada estado tem um número de delegados igual ao tamanho da sua bancada no Congresso: o número de deputados, que varia conforme a população, mais dois senadores. O Distrito de Columbia, onde fica Washington, tem três. Ao todo são 538 delegados, e quem chega a 270 vence.

Em 48 dos 50 estados, quem ganha no voto popular do estado leva todos os delegados dele. Maine e Nebraska são as exceções e dividem parte dos delegados por distrito. Na prática, a campanha se concentra nos estados em que a disputa é apertada, os chamados estados-pêndulo.

Ganhar com menos votos

Como o que conta é a soma de estados, um candidato pode ter mais votos no país inteiro e ainda assim perder no colégio eleitoral. Isso já aconteceu mais de uma vez na história americana e é um dos pontos mais debatidos do sistema.

Antes da eleição: as primárias

Os candidatos não são escolhidos em convenções fechadas. Democratas e republicanos fazem primárias e caucuses, estado por estado, ao longo de meses. Os votos dessas disputas definem os delegados que, nas convenções partidárias, oficializam o nome de cada partido.

O dia da votação

A eleição acontece na terça-feira seguinte à primeira segunda-feira de novembro. É dia útil, não feriado nacional. O voto é facultativo, o eleitor precisa se registrar com antecedência e muitos estados permitem votar antes, pessoalmente ou pelo correio.

Depois da eleição

Os delegados se reúnem em dezembro, o Congresso conta e certifica os votos no início de janeiro e o novo presidente toma posse em 20 de janeiro.

Fontes

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